Muitas vezes, apesar do indivíduo ter expressado seu desejo de doar suas córneas, isso não acontece em função da negativa da família. Como você imagina que este problema possa ser contornado?
Com mais divulgação junto à população em geral.
Com um trabalho mais direcionado nos hospitais
Com a colaboração dos Oftalmologistas, no contato com seus pacientes, nos consultórios

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  Banco de Olhos Mogi das Cruzes
A Secretaria Municipal de Saúde prepara uma série de atividades para comemorar a Semana Municipal de Conscientização sobre a Doação de Órgãos e Tecidos. Previsto na lei 5.442, de 28 de novembro de 2002, o evento deste ano será desenvolvido em parceria com o Banco de Olhos de Mogi das Cruzes (BOM) que, nesta quinta-feira (10/09) promove a palestra “Coisas importantes precisam ser ditas em vida” na Unidade Básica de Saúde (UBS) Jundiapeba. Outros quatro encontros estão agendados até o final do mês de setembro (confira programação abaixo).

O principal objetivo da campanha é combater o preconceito e divulgar a importância da doação de órgãos como um ato capaz de salvar vidas. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde baseado nos dados da Central de Transplantes, o número de doadores viáveis, ou seja, que tiveram pelo menos um órgão aproveitado, foi de 430 de 1º de janeiro a 15 de agosto deste ano, o que representa um acréscimo de 61% em relação aos 266 registrados no mesmo período de 2008. As doações viabilizaram 65 transplantes de coração, 75 de pâncreas, 644 de rim, 359 de fígado e 20 de pulmão.

Hoje, no Brasil, para ser doador de órgãos não é necessário deixar nenhum documento por escrito. Basta comunicar a família sobre este desejo, já que a doação ocorre somente após autorização familiar. “Estas e outras informações estão sendo divulgadas também por meio do material que preparamos para distribuirmos à população”, adianta o secretário municipal de Saúde, Paulo Villas Bôas de Carvalho.

No folheto, é possível obter informações detalhadas, por exemplo, sobre os tipos de doadores. Os doadores vivos podem ser qualquer pessoa saudável que concorde em doar um dos rins, parte do fígado, da medula óssea ou do pulmão. Já os doadores cadáveres são pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral). A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia.

Os órgãos e tecidos retirados de um doador cadáver são coração, pulmão, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos e tendão. Eles vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única definida pela Central de Transplante da Secretaria de Estado da Saúde, controlada pelo Ministério Público. É importante lembrar que a doação não causa qualquer deformidade no corpo. (APF)


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