O
BANCO DE OLHOS de Mogi das Cruzes atua na cidade há mais de 16 anos na busca ativa por doadores de córneas e no trabalho de conscientização das famílias, tentando quebrar o preconceito. A entidade é responsável por abordar a família, captar o órgão (córnea ou globo ocular), fazer a distribuição para a central de transplante e a administração dos receptores na fila de espera.
Em fevereiro deste ano, a instituição - que tem na presidência Mario Júlio de Souza -, conquistou a sede própria, atendendo gratuitamente toda a população do Alto Tietê. Seu objetivo é promover a enucleação (retirada total do globo ocular e parte do nervo óptico), preservação e conservação dos órgãos, com a finalidade específica de transplante e/ou distribuição. Sua capacidade de armazenamento é de mais de 60 córneas, porém, no momento, o B.O.M. não tem nenhuma unidade em seu banco. Para ser doador, não é preciso deixar nada por escrito, mas a autorização oficial da família é necessária. A morte pode ser por acidente, encefálica ou natural e a córnea pode ser retirada até seis horas após o falecimento. A cirurgia não causa nenhum efeito estético indesejável no doador.